Animes e Mangás

Mahoutsukai No Yome (Crítica)

Você gosta de mistério, fantasia, um toque de magia, um romance lá no fundo e uma trama envolvente? Mahoutsukai no Yome, conhecido também como The Ancient Magus Bride, veio com essa proposta, e você pode até estranhar mas o mangá é classificado pelo estilo shonen e facilmente confundido por shoujo.

O mangá é escrito e ilustrado por Kore Yamazaki, publicado pela Mag Garden na revista Monthly Comic Garden no Japão desde novembro de 2013 e ainda está em andamento. E pela editora Devir no Brasil. Já sua animação é produzida pela Wit Studio.

Antes do anime sair no Japão, ele teve 3 OVA’s, a animação contou com 24 episódios em sua primeira temporada e não divulgado se terá continuação.

A história conta a vida de Chise Hatori de 16 anos, uma menina sem esperanças, abandonada pela família e sendo vendida como escrava. O destino fez com que Elias Ainsworth, um mago misterioso, entrasse em sua vida, onde faz da Chise sua aprendiz. No decorrer da história ela começa a entender que o destino a fez mais que uma aprendiz, e sim, uma noiva.

Elias por sua aparência e por sua fama de bruxo que ronda pela cidade, a maioria das pessoas tem medo e receio dele, o que torna sua convivência com o mundo um pouco difícil. Tendo até que disfarçar sua magia em público e esconder sua face.

Você começa a se interessar pelo romance em torno dos protagonistas, um casal um tanto diferente dos usuais, além de Elias ter a forma de um demônio, ele é o tipo de homem que tenta não demonstrar suas fraquezas e ser inabalável, mas vemos que não é nada disso. Do lado contrário temos a Chise, uma menina confusa e desastrada que vai se tornando adulta e evoluindo no decorrer do anime. Mas no todo, você acaba se acostumando com o casal e torcendo pelos dois, e se vê que os dois se completam ao modo deles.

O que notamos é que o humor na trama não é tão bom, temos algumas cenas com a tentativa, mas em maioria sem sucesso ou que você ache apenas fofo. O que se torna um humor mais sutil e descontraído, mas vale lembrar que o foco da história não é comédia. Onde se vê que na primeira fase do anime lida com assuntos pesados como depressão, suicídio e abandono, mas tudo de uma maneira que deixe bem leve.

Já no começo da segunda fase do anime, fica um pouco mais cansativo e começa a apresentação de outros personagens, introduzindo bem o que vem na proposta para o desenvolvimento e aprendizado da magina de Chise.

O que podemos destacar é a trilha sonora de acordo com a emoção do momento e o gráfico dos cenários , eles conseguem acertar muito bem nesses pontos. Talvez chame mais atenção do cenário do que a história com os personagens em si.

O final foi entregue de acordo, como a maioria dos animes desse estilo, tivemos algumas perguntas não respondidas, mas não se sabe se foi uma estratégia para talvez uma possível segunda temporada. O que sabemos é que algumas são respondidas no mangá. Então vale a pena dar uma lida, pois ainda está em saída no Japão.

A audiência do anime foi bastante satisfatória e teve um bom retorno para o studio Wit. Mas ao todo, podemos dizer que é um anime agradável de se ver, com uma boa narrativa, um cenário lindo, uma ótima trilha sonora, um clima de suspense agradável. Vale a pena dar uma conferida.

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Fei Ting

Budista, espírita, católica, pisciana ao avesso, supersticiosa, amante da gastronomia e publicitária por acidente.

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