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Balanceamento de Poderes

Ohara Demons aqui no All Blue! Essa sessão, exclusiva do site, consta de análises textuais sobre diversos aspectos de One Piece! E claro, feitas por um grupo seleto – os demônios de Ohara ;)) Espero que curtam as ideias apresentadas por eles e que o debate role solto!

Dessa vez quem vos escreve é Cláudio Roberto Fróes! Vocês podem conferir mais trabalhos textuais dele pela fanpage Umbral de Tinta!

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Balanceamento de Poderes por Cláudio Roberto Fróes 

E aí galera, hoje eu queria falar a respeito do papel do balanceamento de poderes em One Piece.

Quando digo “balanceamento de poderes”, vou mais além do basicão Herói vs. Vilão. Entretanto, não o descarto.

O Luffy sempre foi, ao meu ver, um personagem com um poderio acima da média, mas se pararmos para pensar, ele não duraria muito contra boa parte de seus oponentes se não tivesse uma vantagem ocasional. Já em Loguetown, teve de ser salvo duas vezes, uma por um raio pra lá de conveniente e a segunda das mãos do Smoker, pelo Sr. Dragon.

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Em Alabasta, sua salvação foi descobrir o ponto fraco de Crocodile e sua logia. E, em Skypiea, sua salvação foi ser o ponto fraco de Enel e sua logia.

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Curioso, não? Logias… Capazes de tornar seus corpos imunes a qualquer dano. Como ganhar de algo do tipo? Os três casos citados acima (com exceção ao do raio salvador) foram situações de risco causadas por usuários desse tipo de Akuma no Mi. A força de vontade de Luffy não bastaria em nenhum desses casos. Os vilões sempre foram mais fortes. E cito mais uma: Em Long Ring Long Land, Luffy ousou enfrentar o almirante Kuzan, e então ficou claro de que realmente não haviam chances para ele. A gratidão de Kuzan deixou que a história seguisse seu rumo ao invés de chegar à um fim prematuro

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Eis então que surge o próximo grande vilão, dessa vez um assassino, também usuário. Uma zoan, para variar. Um vilão “vencível”. Luffy pôde, do início ao fim, lutar do modo que ele sabe: Chutes, socos, cabeçadas, caneladas, pisões e afins. Não foi uma luta fácil. Ele precisou dar tudo de si, usar suas novas técnicas, elevar o patamar de seu poderio e, ainda assim, ganhou por um triz.

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Chegamos ao ponto onde o Oda se colocou contra a parede. Um usuário do tipo logia era invencível caso não tivesse um ponto fraco e, até quando Luffy poderia evita-los? Luffy precisava de uma maneira conveniente de competir com tais usuários. Eis que surge o Haki. Capaz de tornar vulneráveis os usuários do tipo logia.

Depois de dois anos de treino, já tendo aprendido a controlar seu novo poder anti-logia, Luffy volta aos mares com sua tripulação. Mas dessa vez o buraco é mais em baixo (Isso não foi uma piada com a entrada submarina para o Novo Mundo pela ilha dos tritões. (Ok, talvez tenha sido.)) Na ilha dos tritões eles se deparam com vilões totalmente incapazes de lidar com o poderio dos chapéus de palha, nem mesmo sob o efeito da LSD marinha chegaram ao seu nível. Foi uma jogada arriscada por parte do Oda, pois, ao mesmo tempo que nos mostra o quão preparados estão nossos protagonistas para entrar no Novo Mundo, nos entristece ter esperado toda uma temporada para ter lutas meia-bocas, onde o empecilho maior era o palco da batalha e não o vilão em si. Nos deram ao menos um gostinho do tal Haki e alguns golpes novos, como o Red Hawk (Fogo debaixo d’água. Por quê? Porque Shounen. Lide com isso.).

Logo em seguida, Punk Hazard e Caesar Clown, um usuário do tipo *~~*logia*~~*. Hora de mostrar o quão útil o Haki é. Caesar não foi um vilão forte, sua habilidade problemática o fez durar mais do que deveria e, sem muitos problemas, fora derrotado.

 

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Então chegamos à Dressrosa. –Pausa Dramática-. Na luta final, o embate contra Donquixote Doflamingo, um usuário do tipo paramecia. O Haki aqui, usado apenas para aumento de poder, não é a “chave de ouro” do combate. Assim como contra Rob Lucci, a luta se desenrola de maneira frenética, depois de certo ponto, e, mais uma vez assim como contra Rob Lucci, Luffy precisa dar tudo de si e mostrar sua nova técnica. Quando tudo parece seguir o mesmo rumo, eis que Oda pensa, “—“. Eu não sei o que Oda pensa. Aquele homem tem um cérebro que precisa ser estudado.

Deixem-me tentar novamente.

Possuído por uma legião de espíritos da criatividade e dois deuses da discórdia, Oda decide botar lenha na fogueira e revelar o Despertar, nos preparando emocionalmente para os vilões que virão a seguir.

Ao meu ver, é em Dressrosa que o Novo Mundo de fato começa para os chapéus de palha. Luffy é posto contra um vilão contra o qual sozinho ele, provavelmente, não ganharia e que, mesmo depois de receber tudo que nosso protagonista tinha a oferecer, ainda se levanta preparado para continuar e forçando o acaso a interferir novamente.

Em conclusão, a beleza de One Piece é justamente o fato de que quase nunca o protagonista se equipara ao vilão. O balanceamento de poderes faz sua parte apenas para que a vitória não seja impossível.

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Cláudio Roberto Fróes 

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Fã de One Piece e boas histórias em geral. Escritor amador, responsável pelo Umbral de Tinta. Sonhador inconstante, insano controlado e vilão notório em algumas partes da galáxia de Andrômeda. Incentivador de um mundo onde as pessoas leiam mais, seja o tema que for.

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